Divisão de classes aprofunda crise eleitoral no Peru
Menos de 15 mil votos separam um candidato de esquerda, que representa comunidades empobrecidas do Peru, e um magnata do setor hoteleiro de perfil conservador, ligado à capital, na disputa pela última vaga no segundo turno presidencial de junho.
As plataformas diametralmente opostas — de um lado, a promessa de elevar a renda dos mais pobres e reescrever uma Constituição pró-mercado; de outro, a defesa de atuação conjunta com grandes empresas — ficam evidentes na forma como ricos e pobres vêm votando. Embora a disputa seja extremamente apertada, com 99% das urnas apuradas um mês após o primeiro turno, as escolhas nos extremos do país não deixam dúvidas.