Serra vê maior parte dos cortes pós-eleição e Selic a 11%
O ex-diretor do Banco Central e gestor da família de fundos Itaú Janeiro, da Itaú Asset Management, Bruno Serra, disse que a maior parte dos cortes da Selic deve vir após as eleições, dado que o choque do petróleo provavelmente fará com que o Copom adote um ritmo “mais devagar” neste começo de ciclo. Ainda assim, há espaço para reduzir a Selic ao patamar de 11% até meados de 2027.
“Acho que vai discutir 11%, 10%, isso não vai mudar”, disse Serra, em entrevista, que já esperava uma Selic final nesses patamares ao fim do processo de flexibilização monetária antes da guerra. “O choque vai fazer você postergar” o ciclo de cortes, disse Serra.