Milei enfrenta teste de confiança com anistia fiscal

Presidente argentino Javier MileiFotógrafa: Eva Marie Uzcategui/Bloomberg

Após décadas de crises financeiras, os argentinos tendem a guardar dinheiro em praticamente qualquer lugar, menos em um banco — debaixo do sofá, enterrado no quintal ou em bunkers à prova de balas. Um ex-político ficou famoso por esconder dinheiro em um convento local. As freiras o ajudaram.

O presidente argentino Javier Milei convenceu quase 300.000 argentinos a declarar mais de US$ 20 bilhões em um programa de anistia fiscal que estabeleceu que depósitos acima de US$ 100.000 deveriam permanecer intocados em contas bancárias ou de corretoras até 1º de janeiro de 2026, para evitar a cobrança de um imposto. Depois disso, os argentinos com as chamadas contas CERA ficarão livres para movimentar seu dinheiro — um teste de confiança dos locais no líder libertário, bem como um possível ponto de inflexão nos hábitos de poupança dos argentinos.