Valle: Queda de juros abre espaço para venda de prefixados

A perspectiva de cortes na taxa de juros abre espaço para o Tesouro ampliar a venda de títulos prefixados e indexados à inflação e reduzir as emissões de papéis corrigidos pela Selic, disse o subsecretário do Tesouro, Paulo Valle.

O Tesouro considera factível reduzir a participação das LFTs, papéis corrigidos pela Selic, para menos de 20 por cento do total da dívida até o fim do mandato da Presidente Dilma Rousseff em 2014. Esse tipo de papel respondia em setembro por 31 por cento da dívida pública federal de R$ 1,81 trilhão.

“Em um cenário de redução de juros mais rápida e superávit primário mais forte, pode haver mais facilidade para alcançar a composição ótima da dívida,” disse Valle em entrevista por telefone de Brasilia no dia 28 de outubro. “Em 2013 e 2014, haverá grandes vencimentos de LFT. É uma oportunidade para reduzir essa parcela da dívida ligada à Selic.”

Investidores apostam que o Banco Central vá reduzir a taxa básica juros de 11,5 por cento para 10 por cento até abril, segundo estimativas da Bloomberg com base no mercado de juros futuros. A autoridade monetária cortou os juros em meio ponto percentual em cada uma das duas últimas reuniões.

O Tesouro pretende ampliar a emissão de dois vencimentos de títulos prefixados, as Notas do Tesouro Nacional série F de 2017 e de 2021.

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